Assistência social municipal transforma vidas

"De todas as dificuldades, a mais assustadora foi a possibilidade de perder meus dois filhos". Este é o relato de Regiane Ribeiro da Luz, que viveu a experiência das ruas e há três anos tem como endereço a Casa da Acolhida Temporária, da Prefeitura de São Luís. Ela começa uma nova história depois de ser contemplada na última entrega do programa "Minha Casa, Minha Vida", realizada pela Prefeitura no Residencial Ribeira. "Agora tudo vai mudar, vou cuidar da minha família, na minha casa", diz, em tom de alegria.

A titular da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), Andreia Lauande, diz que os equipamentos sociais que a Prefeitura de São Luís dispõe, através da política da assistência social, são ações concretas para a garantia de direitos e a possibilidade de autonomia dessas pessoas.

São Luís
Equipamentos sociais aplicam política de assistência social municipal, que transforma vida de pessoas em situação de rua
"Por determinação do prefeito Edivaldo, trabalhamos sempre na perspectiva de inclusão social desta parcela da população tão estigmatizada. As ações são voltadas para a retomada da cidadania, seja através da aquisição de documento pessoal, da conquista da casa própria ou da retomada do convívio familiar", esclarece.

Relatos de vivência das ruas são comuns também nos Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) e Abrigo Institucional. Estes equipamentos sociais de acolhimento são mantidos pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) e atendem as pessoas que usam áreas públicas como espaço de moradia e sustento.

A Prefeitura de São Luís mantém dois Centros Pop para atendimento diário às pessoas em situação de rua. São cerca de 30 pessoas atendidas, em média, em cada unidade das 8h às 17h, com higienização pessoal, café da manhã, palestras, almoço, lazer e acompanhamento com psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.

Os motivos que levaram essas pessoas para as ruas são os mais diversos, mas não é difícil encontrar quem tem esperança de um recomeço, como João Simião, de 38 anos. "A coordenadora está conseguindo tirar meus documentos e aí eu quero conseguir um trabalho e deixar as ruas", revela.

O Abrigo Institucional oferece acolhimento provisório para homens, com limite máximo para 50 pessoas. É direcionado a pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência, que sejam atendidos pelos dois Centros Pop existentes na capital. Desenvolve condições para a independência, auto-cuidado e acesso à qualificação profissional.

Além dos serviços encontrados nos Centros Pops e instituições de acolhimento, essas pessoas atendidas pela Semcas são inclusas como público prioritário no programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal.

Como Regiane e sua família, mais três pessoas atendidas pelo Centro Pop receberam imóvel no empreendimento Residencial Ribeira, no Maracanã. Todas elas eram acompanhadas na Unidade Centro Pop do Centro e estavam nas ruas há mais de cinco anos.

Carlina Nahuz

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