Programação da Semana da Consciência Negra

A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), em parceria com o governo do Maranhão e entidades do movimento negro, promovem, a partir desta quinta-feira (12), a Semana da Consciência Negra, com atividades no espaço cultural Catarina Mina, na Fonte do Ribeirão, no auditório da Faculdade Estácio e nas escolas públicas das comunidades com presença de grupos afros.

Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Marlon Botão, o apoio da Prefeitura ao evento é importante pelo caráter de conscientização sobretudo junto aos estudantes. "A Semana da Consciência Negra não é apenas uma festividade sobre a cultura negra, mas um momento importante de reflexão sobre os desafios em ser negro hoje, qual o lugar de direito do negro na sociedade, além do objetivo de falar diretamente aos estudantes, que tem a capacidade de fazer essa diferença na sociedade futura", ressaltou Marlon Botão.

Palestra

A palestra de abertura ocorreu nesta quinta-feira (12), no espaço cultural Catarina Mina (Praia Grande), e foi proferida pela professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pesquisadora em Educação Étnico-Racial, Maria da Guia Viana, que falou sobre o tema "O negro sem nome e sobrenome".

Um mesa-redonda foi formada para ampliar o debate com a presença de representantes dos grupos e blocos afros Oficina Affro, Ominirá, Gdam, Abibimã, Netos de Nanã, Abiyêyê Maylô e Juremê. No encerramento das atividades, apresentação de dança e música afro no show "Reminiscências".

O evento é uma iniciativa das entidades do movimento negro – Officina Affro, Associação Afro Omnirá, Abibimã, Netos de Nanã, Abiyéyé Maylô, Juremê, grupo Gdam, entre outros – que há três anos organizam ações conjuntas em paralelo com atividades dos próprios grupos em suas comunidades.

Debate

Com o tema "Toque de Consciência", a semana tem o objetivo de promover reflexão sobre a identidade e cultura negra na contemporaneidade. Diversas ações pedagógicas e artísticas farão parte da programação até o dia 20 de novembro. "A data é importante para fazermos uma releitura histórica sobre a condição do negro ontem e hoje. Este ano, nos preocupamos em promover atividades nas escolas para que os jovens e as crianças entendam e reconheçam quem é esse negro dos dias atuais, os resquícios da cultura dos séculos 18 e 19 que ainda permanecem na sociedade atual e porque ainda é difícil aceitar o negro como protagonista da história", destacou a professora Waldecy Vale, presidente do grupo Offcina Affro.

Programação

A programação continua nas escolas públicas das comunidades de população negra, com oficinas de dança e percussão, entre os dias 13 e 18 de novembro. No dia 19 de novembro, as atividades ficarão concentradas na Fonte do Ribeirão (Centro), em frente à sede da Fundação Municipal de Cultura. A partir das 18h o espaço será ocupado pela Feirinha de Penteado Afro, com exposição do trabalho de trancistas do movimento negro e desfile de roupas de temática afro.

Em seguida, os representantes dos grupos e movimentos negros prestarão homenagem em memória ao fundador da Casa Fanti Ashanti, o babalorixá Euclides Menezes Ferreira, mais conhecido como Pai Euclides Talabyan, que faleceu em agosto deste ano. Após a homenagem, os blocos afros que participam do evento farão um grande espetáculo de ritmos e danças.

No dia 20 de novembro a programação acontecerá na Praça Nauro Machado, com cortejo de blocos afro, feira gastronômica e shows de grupos afros.

Carolina Nahuz

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