Eleições francesas: o avanço da extrema-direita

A extrema-direita francesa saiu vitoriosa nas eleições regionais desse último domingo (6).

Com 30,6% dos votos nacionalmente, segundo estimativas (com apenas 23% das urnas apuradas), a Frente Nacional de Marine Le Pen bateu seu próprio recorde, vencendo as eleições em seis das 13 regiões do país e deixou para trás a centro-direita (a unidade entre o partido chamado "Republicanos", do ex-presidente Nicolas Sarkozy e outras duas legendas de direita), com 27%, e a centro-esquerda, o Partido Socialista (22,7%). Apenas 51% do eleitorado compareceu às urnas.
Marie Le Pen conclama unidade. Foto: Diário da Causa Operária
É a maior votação da história da Frente Nacional, que já havia alcançado 25,24% dos votos nas eleições departamentais em março deste ano.

É uma marca notável também comparada com as últimas eleições regionais. Em 2010, a FN havia obtido 11% dos votos.

Le Pen chamou a direita a se unificar para garantir a vitória no segundo turno das eleições, que ocorre na próxima semana. Se se unirem, chegarão a quase 60%.

Na disputa para definir quem é o "maior partido do país", a esquerda (encabeçada pelo Partido Socialista) passou a defender a unidade para enfrentar a direita no segundo-turno. Juntos, o PS, os Verdes e a Frente de Esquerda, não passam dos 35%. O PS, apesar do resultado medíocre, deve continuar no controle em três regiões, Languedoc-Roussillon-Midi-Pyrénées, Aquitaine-Limousin-Poitou-Charentes e Bretagne.

Primeira análise

O resultado das eleições é o prenúncio de uma catástrofe. A extrema-direita fascistóide, que intensificou sua campanha contra os imigrantes depois dos recentes atentados em Paris, assume a liderança em meio à crise e a convulsão nacional. É a preparação do terreno, sob uma intensa campanha, para ascensão da direita ao poder, diante do fracasso do governo da esquerda burguesa.

Diário da Causa Operária

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