Imperador: presos temporários são liberados

Meio Norte

Teresina, PI. Foram liberados nesse fim de semana a ex-prefeita do município de Dom Pedro, Maria Arlene Barros, e seu filho, Eduardo Costa Barros, após determinação da Justiça. Os dois foram presos na semana passada pela Operação Imperador, que investiga envolvimento de gestores públicos com esquemas de agiotagem para fraudar licitações na cidade de Dom Pedro.

Segundo o delegado responsável pela operação, Roberto Fortes, os dois foram liberados porque a ordem judicial determinava que eles ficassem presos temporariamente por cinco dias. Ainda segundo o delegado, o outro filho da ex-prefeita, identificado como Alfredo Falcão Costa Júnior, continua preso.

Maria Arlene
Operação Imperador: ex-prefeita Maria Arlene foi solta após 5 dias de prisão temporária
"Ele continua preso porque quando a operação foi deflagrada a polícia encontrou um veículo roubado em sua residência, em São José de Ribamar. Ele foi autuado em flagrante por receptação dolosa", explica. Ainda de acordo com o delegado, uma grande quantidade de documentos foi apreendida e todo o material está sendo analisado pela investigação.

Entenda

No dia 31 de março, a ex-prefeita de Dom Pedro, no Maranhão, Maria Arlene Barros, foi presa temporariamente por cinco dias durante a "Operação Imperador", da Polícia Civil. Segundo a polícia, mais de R$ 5 milhões foram desviados da prefeitura entre 2009 e 2012. A suspeita é que o esquema teria desviado R$ 100 milhões de 42 prefeituras do Maranhão.

No dia 1º, Eduardo Costa Barros, filho da ex-prefeita mais conhecido como "Eduardo Imperador", se apresentou na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Segundo a polícia, em nome de Eduardo e de pessoas ligadas a ele existem, pelo menos, dez empresas, a maioria no ramo de construção civil e locação de máquina. Estas empresas seriam usadas para fraudar licitações e desviar dinheiro da prefeitura de Dom Pedro. Eduardo nega que tenha tantas empresas e que tenha sido beneficiado.

A "Operação Imperador" é um desdobramento da "Operação Detonando", iniciada após o assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, que prendeu os empresários Gláucio Alencar e José Miranda, pai e filho acusados de mandar matar o repórter e de comandar um esquema de agiotagem. Na época, a polícia descobriu que o que motivou o assassinato foi uma postagem, no "Blog do Décio", referente à morte do agiota Fábio Brasil, no Piauí. Na operação, foram apreendidos carros de luxo, máquinas pesadas como tratores, documentos e descoberta uma conta com saldo de mais de R$ 5 milhões.

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