José Sarney: internautas fazem desdém de artigo

Blog de José Sarney
Às 18h40min, fac-símile da página de José Sarney: zero compartilhamento no Twitter e no Google Plus

O ex-presidente José Sarney escreveu artigo neste domingo de Páscoa, postado às 13h05min, no seu Blog. O conteúdo de forma alguma vale a pena avaliar. Ele tenta comparar meio século de trabalho do seu grupo político com quatro meses da gestão do atual governador, Flávio Dino.

O que chama a atenção é o fato de decorridos mais cinco horas, internauta algum teve a coragem de retuitar ou compartilhar as sua palavras no Google Plus.

Quem te viu, quem te vê.

Isolado, Sarney parece torcer por um golpe militar no País. Seus últimos amigos na República são Renan Calheiros e Eduardo Cunha.

Mas, nem eles levam a palavra de José Sarney a sério, talvez por isso a falta de compartilhamento. A Aldeia Global republica na íntegra:

O Maranhão Engatou Marcha-a-Ré
Vejo um pessimismo que nunca me tinha ocorrido sobre o Maranhão. A Alcoa está encerrando a produção de alumínio da Alumar, uma das maiores fábricas do produto no mundo. São 740 mil toneladas métricas anuais de alumínio que está deixando de produzir, e para isso já demitiu cerca de mil trabalhadores altamente qualificados. 
Também fechou seu centro de treinamento, com tradição de excelência, e que recebia operários do exterior. Embora ainda continue produzindo alumina, ela anuncia que está avaliando a produção de 2,8 milhões de toneladas métricas de alumina, “com vistas a possíveis reduções, fechamento ou vendas”. 
Inaugurada há mais de trinta anos, ela representava uma parcela considerável da capacidade industrial do Maranhão, e seu fechamento tem consequências que se estendem a toda a sociedade maranhense, pois esses empregos se multiplicavam em postos indiretos, e atingem a economia e o PIB do Estado. 
A Margusa (Maranhão Gusa), que atuava em Bacabeira há 17 anos, produzindo 240 mil toneladas por mês, demitiu 500 trabalhadores; fecharam a Cosima (Companhia Siderúrgica do Maranhão), em Pindaré-Mirim, e a Fergumar (Ferro Gusa do Maranhão), em Açailândia; e a Gusa Nordeste — do grupo Ferroeste, que estava implantando uma aciaria no município — demitirá em abril e maio mais 300 trabalhadores. As guserias trabalham hoje com 30% de sua capacidade de produção, e em fevereiro perderam 4 milhões de dólares de receita. 
Enquanto isso as vendas no comércio baixaram 10% e o emprego global vai caindo, juntamente com o poder de compra, numa espiral descendente. 
O Maranhão vai ficando para trás. Perdemos lugares importantes na administração federal: o Ministério de Minas e Energia, o Ministério do Turismo, a Embratur. 
Em 1965 tínhamos um ginásio oficial, o Liceu Maranhense, onde eu estudei. Duas escolas superiores, Direito, Odontologia e Farmácia, estas uma só. O porto recebia um navio por semana e assim mesmo, algumas vezes nenhum. A estrada de ferro São Luís-Teresina estava sucateada e sem carga, incluída para ser arrancada como ramal deficitário. Nenhum quilometro de asfalto. Usina a lenha, a Ullen, com quatro motores velhos. Nenhuma autoridade federal maranhense. 
E o Maranhão cresceu. Transformou-se no estado de maior atração de investimento, com o 2º porto do Brasil, o Itaqui, e fábricas da Vale, da Alcoa, maior produtor de gás do Brasil, siderúrgica de Açailândia, estradas para todo lado, ligação São Luís-Teresina, Açailândia-Santa Luzia, São Luís-Alto Parnaíba, duas universidades, e dinamismo mercantil e industrial. Em 2014, quando Roseana deixou o governo o Maranhão era o 16º estado do País. Nenhum estado brasileiro cresceu tanto. 
Agora, fecham essas empresas, demite-se mais de 4.000 empregos: o Maranhão, que era o estado do Nordeste que mais gerava emprego, parou e demite. As grandes obras são: fechar a Fundação da Memória Republicana e retirar o nome de Médici de uma escola.
O Maranhão parou e engatou marcha ré. Peçamos a Deus nesta Páscoa — nós que acreditamos Nele: tende piedade de nós.
(José Sarney)

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