Terremoto mata milhares no Nepal

Diário da Manhã

Lisboa, Portugal. O terramoto que abalou o Nepal fez mais de mil mortos, segundo um novo balanço das autoridades, que declararam o estado de emergência nas zonas afetadas e pediram ajuda internacional. "O balanço de mortes subiu para 1130, incluindo 634 no vale de Katmandu [a zona mais populosa do país] e 300 na capital nepalesa", disse um porta-voz da polícia, Kamal Singh, à agência France Presse. "Os trabalhos de socorro ainda estão em curso. Receamos que o balanço aumente à medida que removemos os escombros", acrescentou.

Nepal

Uma das zonas mais afetadas pelo terramoto é a capital do Nepal, Katmandu, onde danos materiais foram registados pelos meios de comunicação. "As paredes das casas estão a desabar à minha volta, sobre as estradas. Todas as famílias estão fora das casas, nos quintais. Os tremores estão ainda a acontecer", disse um repórter da agência AFP em Katmandu. O terramoto ocorreu às 07h11 da manhã de sábado em Lisboa, 81 quilómetros a noroeste de Katmandu, tendo sido sentido também em algumas regiões da Índia, segundo o Instituto de Geofísica Norte-Americano

O governo do Nepal declarou o estado de emergência nas zonas afetadas e apelou para ajuda internacional. "Precisamos de apoio das várias agências internacionais que têm mais experiência e estão mais bem equipadas para lidar com o tipo de emergência que enfrentamos", disse o ministro da Informação nepalês, Minendra Rijal, citado pela cadeia britânica BBC. O abalo foi sentido noutros países, incluindo a Índia, onde pelo menos 35 pessoas morreram, e provocou uma avalancha nos Himalaias que atingiu um campo base do Monte Evereste, matando pelo menos 10 pessoas, entre as quais alpinistas estrangeiros, segundo o departamento de turismo do governo nepalês.

Montanhistas apanhados em avalanches Pelo menos 10 alpinistas morreram e outras 40 pessoas ficaram feridas na região do monte Everest, nos Himalaias, devido a avalanches provocadas nas montanhas pelo terramoto que atingiu o Nepal. "Ainda não temos pormenores, mas 10 foram dados como mortos até agora, incluindo alpinistas estrangeiros", disse à agência France Presse um responsável do departamento de turismo do Nepal, Gyanendra Kumar Shrestha, referindo-se a uma avalanche num campo base do Monte Evereste. De acordo com a agência espanhola EFE, os dois espanhóis que se encontram no local estão bem. Foi este o relato de Javier Camacho Giménez, um montanhista e fotógrafo que, junto com o outro espanhol Ricardo Fernandéz, encontram-se no campo base para tentar subir a montanha Lhotse (próximo ao Everest), na região da cordilheira dos Himalaias, sem sherpas (guias) e sem a ajuda de garrafas de oxigénio.

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