Caso Maria Alice está elucidado

caso Maria Alice
Delegada Gleide Ângelo é a responsável pelo inquérito de bárbaro assassinato em Pernambuco
A delegada Gleide Ângelo, que investiga a morte da jovem Maria Alice, diz estar abalada com o assassinato. O corpo da garota foi encontrado em estado de decomposição em um canavial, nesta quarta-feira (24), com uma mão decepada e uma camisa enrolada no rosto. O principal suspeito de cometer o crime é o padrasto da vítima, Gildo da Silva Xavier, 34 anos.

"Monstro, um monstro", comparou a delegada, sem entrar em mais detalhes sobre o caso. Segundo ela, a causa da morte só será revelada após o cadáver passar por exames no Instituto de Medicina Legal (IML). Na noite da terça (23), o suspeito se entregou à polícia e disse ter estrangulado a enteada. Ele também chegou a comentar que cometeu o assassinato por ódio.

A família da garota também está indignada com a crueldade do assassino. "Quando soube que encontraram o corpo, a minha irmã desmaiou, precisou ser dopada. Muita maldade", relatou o tio da vítima, Valdeir Arruda.

Entenda o caso

Maria Alice saiu de casa no final da tarde da última sexta-feira (19), após ter sido apanhada pelo padrasto para uma suposta entrevista de emprego no município de Gravatá, no Agreste pernambucano.

De acordo com a delegada Gleide Ângelo, a mãe de Maria Alice recebeu um telefonema do companheiro, por volta das 16h da sexta-feira (20), e escutou os gritos da jovem pedindo socorro. Desde então, os celulares de ambos estão desligados.

Em depoimento à polícia, a mãe da jovem informou que vive com o suspeito há 15 anos. Já a irmã de Maria Alice disse que o padrasto sentia ciúmes da irmã.

Durante toda a terça-feira (23), a delegada trocou mensagens com Gildo Xavier, padrasto e principal suspeito do crime, através do WhatsApp. O acusado, segundo ela, respondeu confirmando a localização exata em que teria abandonado Maria Alice. Entretanto, ele não especificou se a jovem estaria viva. Momentos depois de se comunicar com a polícia, Gildo postou no Facebook uma mensagem pedindo perdão à jovem e dizendo que a esposa não iria perdoar o que fez.

A delegada, junto com a Força-Tarefa do DHPP, iniciou as buscas na Zona Rural do município de Goiana na noite da última segunda-feira (22), mas retornou ao Recife sem nenhum sucesso. Na manhã seguinte, as buscas foram retomadas e também não houve êxito. O corpo da jovem só foi encontrado na tarde desta quarta-feira (24), em um canavial em Itapissuma, na RMR. O padrasto segue detido no DHPP.

NE 10 e Jornal do Commercio

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