Inverno começa hoje com chuva e seca

O inverno começa hoje, dia 21, com a influência do fenômeno El Niño, que fortalece os padrões climáticos que já comuns na estação, como chuva forte no Sul e seca no Centro e Norte do Brasil.

Nesta data, o Hemisfério Sul recebe a menor quantidade de energia do Sol e marca o dia mais curto do ano (solstício de inverno), enquanto o Hemisfério Norte recebe a maior quantidade de energia e o dia mais longo (solstício de verão). Confira como será esta estação nas regiões brasileiras:

Sul

O inverno será caracterizado pela chuva acima da média no Sul, além de menor frequência de ondas de frio em relação ao normal. Em julho, a chuva fica acima do normal em toda a região, sendo que boa parte da precipitação acontecerá na segunda quinzena do mês. São esperadas duas ondas de frio, uma na primeira semana e outra na última semana do mês.

Em agosto, há previsão de chuva acima da média, mas os desvios serão menores que os previstos em julho. A primeira quinzena será mais úmida que a segunda e a chuva fica mais intensa sobre o Rio Grande do Sul. As ondas de frio ficam menos frequentes em relação ao mês anterior e se alternam até mesmo com uma onda de calor.Um único declínio de temperatura é esperado para o final do mês. Em setembro, a chuva volta a ficar mais frequente e chove acima da média na maior parte da região. No sul do Rio Grande do Sul, por outro lado, a chuva deve ficar abaixo da média. A tendência é de uma primeira quinzena mais chuvosa que a segunda na região Sul

 Com relação à temperatura, vale salientar que, em setembro, o El Niño já não estará tão vigoroso como nos meses anteriores. Por isso, espera-se temperaturas mínimas baixas em boa parte do mês.

Sudeste

O inverno será caracterizado por precipitação mais frequentes e acima da média para época do ano no oeste, centro, sul e leste do estado de São Paulo. Já na maior parte do Sudeste, não há expectativa de grandes desvios. A temperatura ficará acima da média, com calor em Minas Gerais.

Em julho, a chuva deve ficar acima da média em São Paulo, no sul do Rio de Janeiro e no oeste e sul de Minas Gerais. A segunda quinzena será mais úmida que a primeira. Com relação à temperatura, apesar de uma menor frequência de ondas de frio em relação ao normal, elas ainda aparecerão em julho, especialmente na primeira e na última semana.

Agosto promete ser um mês com chuva mais intensa do que julho, mas vale salientar a precipitação não será frequente. Com relação à temperatura, chama a atenção o aumento do calor durante a primeira quinzena do mês. Já na segunda quinzena, o avanço de frentes frias faz com que a temperatura fique mais baixa, especialmente nas capitais e ao longo do litoral da região. Para setembro, por enquanto, as simulações indicam chuva acima do normal para toda a região. Apesar de um inverno mais chuvoso, isso não significa recuperação do nível dos reservatórios.

Com relação à temperatura, a passagem de frentes frias frequentes manterá a oscilação de temperatura nas capitais e nas praias durante boa parte do mês. Somente nos últimos 10 dias de setembro, espera-se um calor mais duradouro. Já no interior de São Paulo e de Minas Gerais, o calor predomina durante todo o mês.

Centro-Oeste

O inverno será caracterizado por chuvas mais frequentes e acima da média para época do ano no oeste, centro e sul de Mato Grosso do Sul. Já na maior parte do Centro­-Oeste, não há expectativa de grandes desvios.

A temperatura ficará acima da média, com maiores desvios em Goiás e no Distrito Federal. Em julho, espera­-se chuva acima da média em Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás e no centro e oeste de Mato Grosso. A tendência é de que boa parte da precipitação aconteça na segunda quinzena, especialmente nos últimos 10 dias do mês. Duas ondas de frio devem chegar ao Centro-­Oeste, atingindo especialmente Mato Grosso do Sul na primeira e na última semana do mês. Entre uma onda de frio e outra, faz calor em toda a região.

Em agosto, a chuva espalha-se por mais áreas da região, mas vale salientar a precipitação não será frequente, com tendência de chuva só nos últimos 10 dias do mês. Com relação à temperatura, chama a atenção o aumento do calor durante todo o mês. Em setembro, os modelos indicam chuva acima do normal para toda a região. A tendência de precipitação frequente a partir de 5 de setembro na maior parte da região. Com relação à temperatura, apesar do aumento da frequência de chuva, o calor predomina durante todo o mês.

Nordeste

Para o inverno, a tendência é de chuva acima da média no litoral e zona da mata desde o sul da Bahia até Pernambuco, além do centro, oeste e litoral do Maranhão. Por outro lado, apesar de também existir previsão de chuva no o Rio Grande do Norte, a expectativa é de um volume inferior ao normal para o período.

No interior do Nordeste, até chove em alguns momentos do inverno, mas o volume deverá ficar próximo da média.

Com relação à temperatura, a expectativa é de temperatura acima da média em toda a região, com maiores desvios entre Alagoas e Maranhão. Em julho, espera­-se uma primeira quinzena mais úmida que a segunda, com chuva na costa e em áreas próximas e tempo seco persistente no interior da região.

Em agosto, um dos poucos eventos de chuva avançará pelo interior, atingindo o Ceará, Piauí e Maranhão na primeira quinzena do mês. Além disso, no fim da segunda quinzena, uma frente fria deverá trazer chuva ao centro e oeste da Bahia. Por fim, em setembro, na segunda quinzena, outro sistema frontal trará chuva para boa parte da Bahia, Maranhão e Piauí.

Norte

Para o inverno, há previsão de chuva abaixo da média na maior parte da região Norte, área que engloba o Amazonas, Roraima, Acre, norte de Rondônia e oeste do Pará. Por outro lado, espera­-se chuva acima da média no norte do Tocantins, leste do Pará e no Amapá.

A temperatura fica acima da média com desvio que poderão exceder 3°C entre o norte do Pará e do Amazonas. Em julho, a chuva será frequente no Acre,Amazonas, Roraima, Amapá e centro e norte do Pará, com maior volume no oeste e noroeste do Amazonas. Rondônia, sudeste do Amazonas e sudoeste do Pará terão chuvas concentradas na segunda quinzena do mês.

Em agosto, a chuva será frequente no Acre, oeste e norte do Amazonas e em Roraima. Já em Rondônia, chove na segunda quinzena do mês especialmente no centro e sul do Estado. No Amapá e nordeste do Pará, a chuva será mais intensa na primeira quinzena.Em setembro, na primeira quinzena, a chuva ficará concentrada sobre o Acre, oeste do Amazonas norte de Roraima, nordeste do Pará e oeste e sul de Rondônia. Já na segunda quinzena, o que mais chamará a atenção será o retorno da chuva para o centro e sul de Tocantins, inclusive Palmas.

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