O fim da maioria silenciosa

O termo maioria silenciosa foi usado pela primeira vez no governo (1969-1974) do presidente dos EUA, Richard Nixon, sobre a Guerra do Vietnã. Dizia o líder conservador que grande parte dos americanos apoiavam sua política beligerante em detrimento de uma minoria que se manifestava contrária nas ruas.

Desde então, os Institutos de Pesquisa passaram a aferir o pensamento desta maioria. As chamadas surpresas eleitorais, por exemplos, estão cada vez mais raras pois é possível medir o que pensa a mente e os corações de quem silencia.


Com as redes sociais e, particularmente, com o Facebook, Twitter e o WhatsApp, na atualidade, as maiorias deixaram de ser silenciosas e passaram a fazer barulho, muito barulho.

Dessa forma, os chamados grupos ativos perderam força na pressão sobre a superestrutura da sociedade, principalmente nos países onde o telefone celular faz parte do cotidiano da imensa maioria das pessoas, como é o caso do Brasil.

Antes, as maiorias silenciosas se manifestavam apenas nas urnas, jamais entre uma e outra eleição. Agora, rotineiramente se expressam nas redes sociais. E de vez em quando saem as ruas como foram os casos da Primavera Árabe ou das manifestações de 2013 no Brasil.

O modo de avaliar política e políticos mudou.  Agora, todos fazem barulho. E as mudanças de opinião ocorrem num piscar de olhos, desde um publicar no Facebook ou um enviar do WhatsApp, iniciando a avalanche que devora esquiadores desprevenidos ou despreparados.

Frederico Luiz

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