Cuba e EUA reabrem embaixadas


Cuba e Estados Unidos restabelecerão hoje suas relações diplomáticas depois de 54 anos de ruptura, um acontecimento que gera expectativas no meio dos preparativos e chegada de personalidades da ilha a Washington.

Tal e como informaram faz 18 dias os presidentes Raul Castro e Barack Obama, em uma troca de cartas, a partir da segunda-feira, 20, ficarão oficializados os laços bilaterais e as seções de interesses de ambos países se converterão em embaixadas, o passo inicial para avançar para a normalização de laços.

Na casa com o número 2630 da rua 16 será içada a bandeira da maior das Antilhas, o que dará um toque especial à mudança de status da instalação, cerimônia na qual foi anunciada a presença a mais de meio milhar de convidados, entre eles trinta representantes de diversos setores da sociedade cubana.

O artista plástica e parlamentar Alexis Leiva Machado (Kcho), a multicampeã olímpica e mundial de atletismo para deficientes Yunidis Castillo e o presidente do Conselho de Igrejas de Cuba, Joel Ortega, chegaram aqui ontem no avanço da delegação do país caribenho, que lidera o chanceler Bruno Rodríguez.

As três personalidades mostraram orgulho pela oportunidade de assistir a um fato histórico, em declarações a jornalistas da ilha que cobrirão a cerimônia.

Ao mesmo tempo, servidores públicos da atual Seção de Interesses de Cuba ultimam detalhes para o esperado ato, ao qual foram convidados congressistas, especialistas dos chamados think tanks, diretores de organizações não governamentais, empresários e ativistas estadunidenses.

Muitos meios norte-americanos e estrangeiros também criam condições para reportar a reabertura da embaixada da ilha, que fecha uma etapa fruto de negociações de alto nível, as quais se seguiram ao anúncio realizado por Obama e Raul Castro - no dia 17 de dezembro- de começar a aproximação bilateral.

Por sua vez, o governo estadunidense confirmou que amanhã sua Seção de Interesses em Havana passará à categoria de embaixada, ainda que sem a içada da bandeira nacional.

Segundo um servidor público do Departamento de Estado, acolhido ao anonimato em um encontro telefônico com jornalistas, não existem requerimentos legais que obriguem a fazer tremular a bandeira para oficializar a sede.

Esse importante evento ocorrerá proximamente com a presença em Havana do secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse.

A fonte precisou que como resultado da restauração de laços, rompidos por Washington em 1961, ficarão sem efeito -depois de repetidas notas em tal sentido- os acordos entre ambos países e a Suíça para o papel de potência protetora.

O reinício das relações bilaterais gera interesse mundial, um passo importante no longo caminho da normalização.

Para além dos temas e preocupações a serem abordados pelas partes nas próximas etapas da aproximação, Cuba recorda que não poderá se falar de normalização enquanto continuar o bloqueio, a usurpação de território (a base naval de Guantánamo), as transmissões ilegais de rádio e televisão e os planos subversivos contra a ilha.

Prensa Latina

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