Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

No último sábado (25), o projeto ‘Mais Cultura e Turismo’ celebrou a passagem do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha com programação especial na Praça Nauro Machado, no Centro de Histórico de São Luís. A noite começou com o show das Damas da Cultura Afro Maranhense que presenteou o público com ritmos maranhenses e caribenhos. Em seguida, a escadaria da praça foi transformada em uma passarela para receber o desfile ‘Quatro dimensões de poder feminino negro: criação, realeza, transformação e magia’, que homenageou as mulheres negras que marcaram a história do Maranhão.

A noite começou com um animado show com as Damas da Cultura Afro Maranhense. O público composto com moradores de São Luís e turistas foram tomados pelo ritmo das canções apresentadas pelas cantoras.

Em seguida, a escadaria da praça foi transformada em passarela para receber o desfile ‘Quatro dimensões de poder feminino negro: criação, realeza, transformação e magia’ apresentou a importância da mulher negra na construção de uma sociedade mais consciente.

Belas e importantes histórias de mulheres de força e garra como a da negra escrava Catarina Mina, que virou nome de ponto turístico do Centro Histórico em São Luís. Ela ficou famosa por conseguir comprar sua liberdade e ter o seu próprio negócio. Catarina, Maria Firmina dos Reis, mulata bastarda considerada a primeira romancista brasileira (século XIX) e tantas outras damas foram lembradas e reverenciadas no desfile.

Para a secretária de Turismo do Maranhão, Delma Andrade, a data é um reconhecimento mundial de suas vidas guerreiras, combativas e imprescindíveis à construção de um mundo solidário, multiétnico e pluricultural.

A Praça Nauro Machado, mas uma vez, foi palco da valorização da história, incentivo à preservação das tradições e encontro da diversidade cultural do povo maranhense. Por conta da homenagem à data, o projeto realizado pelo Governo do Maranhão no período de férias, trabalhou uma programação especial.

Foi incluído um dia, o sábado, a mais na programação do Centro Histórico, que sempre acontece as quintas e sextas. A ampliação da programação envolveu o desfile que mostrou a beleza, atitude e consciência de mulheres negras maranhense com intervenção artística da atriz Tieta Macau. A direção e a concepção são da diretora da Casa do Maranhão, Jô Brandão.

O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer às organizações de mulheres negras do Estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, discriminação, preconceito e demais manifestações de desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

Mulheres Negras
Cantora Célia Sampaio foi das atrações da noite em homenagem às mulheres negras
Mulheres Negras
Secretária de Estado do Turismo, Delma Andrade, as mulheres que participaram do desfile
Mulheres Negras
Homenagem Às mulheres negras no Mais Cultura e Turismo
Antônio Maciel

Nota do editor da Aldeia: Em 1989, Alaor Macedo, Helinho do Salgueiro, Arizão, Demá Chagas e Rubinho do Afro compuseram Templo Negro em Tempo de Consciência Negra, samba-enredo da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Segue letra e música, sempre lembradas como uma das mais belas páginas que desfilou na Marquês de Sapacuaí, palco do celebrado carnaval carioca.

Livre ecoa o grito dessa raçaE traz na cartaA chama ardente da aboliçãoOh! Que santuário de belezaUm congresso de beleza de raríssimo esplendorRevivendo traços da históriaEstão vivos na memóriaChica da Silva e Chico ReiSaravá os deuses da BahiaNesse quilombo tem magiaXangô é nosso pai, é nosso reiÔ Zaziê, Ô ZaziáO Zaziê, Maiongolé, MarangoláÔ Zaziê, Ô ZaziáSalgueiro é Maiongolê, MarangoláVai, meu samba vaiLeva a dor traz alegriaEu sou negro sim, liberdade e poesiaE na atual sociedade, lutamos pela igualdadeSem preconceitos sociaisLinda Anastácia sem mordaçaO novo símbolo da massaA beleza negra me seduzViemos sem revolta e sem chibataDar um basta nessa farsaÉ festa, é Carnaval, eu sou felizÉ baianas,O jongo e o caxambu vamos rodarSalgueirar vem de criançaO centenário não se apagará





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