NE: educação tecnológica como modelo

A implantação da rede de educação profissional e tecnológica no Maranhão voltou a ser pautado na reunião do Conselho de Secretários de Estado da Ciência e Tecnologia do Nordeste, no Encontro dos Governadores que ocorreu este fim de semana em Teresina-PI. O assunto foi destacado pelo secretário maranhense da Ciência, Tecnologia e Inovação, Bira do Pindaré, que defendeu a modalidade de educação como instrumento parra vencer o atraso social, econômico e tecnológico do estado e de toda a região.

Bira do Pindaré
Secretário Bira do Pindaré durante participação no Encontro de Governadores do Nordeste
De acordo com Bira, o Maranhão começa agora a superar o atraso de um modelo político que nunca se preocupou em investir na educação pública, com formação tecnológica de qualidade. Na oportunidade, citou o percentual de técnicos, graduados e pós-graduados em todo o território maranhense, e lembrou a inexistência de escolas técnicas de iniciativa do estado.

“Nós não temos escolas técnicas, apenas institutos federais. Então, a nossa prioridade é essa. Estamos trabalhando e buscando forças para criar uma rede de escolas técnicas. Iniciamos pela criação do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA)”, informou o secretário ao lembrar as metas do governador Flávio Dino para a Ciência e Tecnologia no Maranhão.

A criação e investimento no IEMA foi um compromisso assumido pelo governador Flávio Dino, com a finalidade de capacitar tecnicamente, nos níveis médio e superior, os jovens maranhenses. A meta é implantar 23 unidades com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cada uma orçada em torno de R$10 milhões.

Conforme o secretário, o Instituto vem com a importante missão de garantir que a população tenha uma base mínima de formação profissional e tecnológica do nível básico (cursos de formação inicial continuada, com duração de três meses), passando pelo nível médio (cursos técnicos regulares, concomitantes ou subsequentes ao Ensino Médio, com duração de dois anos) e os cursos de nível superior (tecnológicos, com duração aproximada de três anos), além do forte investimento para trazer para o Maranhão os cursos de pós-graduação em engenharia aeroespacial.

Bira destacou, ainda, como pauta comum para o desenvolvimento da região, o fortalecimento das universidades estaduais. Assunto que, segundo ele, deve ser dialogado com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Educação.

“Falar em Ciência e Tecnologia sem formar pessoas é absolutamente incompatível. Nós precisamos elevar a nossa base de formação e, por isto, estamos investindo fortemente não apenas no IEMA, mas também na Universidade”, concluiu o secretário.

Sáride Malta

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