Caso Gleydson Carvalho: Casal é preso e 2 escapam

Foto do radialista foi encontrada na casa onde o casal foi preso
Executores deixaram armas e se embrenharam no mato, diz a polícia
Casal preso por apoiar a fuga dos executores de radialista
Um casal foi preso na madrugada desta sexta-feira, 7, acusado de envolvimento no assassinato do radialista Gleydson Carvalho, em Camocim — ocorrido na quinta-feira, 6. Gisele de Sousa do Nascimento e Francisco Antônio Carneiro Portela foram presos em uma casa na localidade de Serrota, distrito de Senador Sá, a 83km de Camocim. Ainda foram apreendidas no local dois revólveres que a polícia acredita terem sido usadas no crime.

Na mesma casa, estariam duas outras pessoas, que conseguiram fugir e ainda não foram localizadas. Segundo o delegado Herbert Ponte e Silva, titular da Delegacia Regional de Camocim, os fugitivos seriam os executores — eles foram identificados como Thiago e Baixinho. Esses homens têm prisão preventiva decretada. O delegado acredita que ainda na tarde desta sexta-feira, 7, eles devem ser capturados. “Eles estão no mato, sem armas, sem transporte e descalços”, disse Herbert Ponte e Silva, ao destacar as buscas das polícias Militar e Civil na região.

As quatro pessoas estariam à espera de transporte para a fuga da localidade na madrugada desta sexta, o que levou a polícia a adiantar a ação.

Em vez de cativeiro,  'esconderijo':


O delegado afirmou que a Polícia trabalha com a teoria de execução encomendada. O fato de Gleydson Carvalho fazer diversas denúncias e acusações teria desagradado alguém, que encomendou o crime. A Polícia, porém, ainda não sabe quem teria sido o mandante do crime.

Detalhes do crime
As quatro pessoas estavam em uma casa que Gisele e Francisco Antônio dizem que seria utilizada na montagem de um estabelecimento comercial, conta o o delegado.

A polícia ainda apurou que os executores chegaram à residência em um carro, tendo se livrado da moto que serviu de transporte para o assassinato, por volta das 22h da quinta-feira, 6.

Dois homens haviam sido detidos suspeitos do crime, ainda na tarde da quinta-feira, 6; porém, eles foram liberados por falta de provas.


O Povo Online

De Nova York, Comitê condena assassinato

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condena o assassinato na quinta-feira (06) do radialista brasileiro Gleydson Carvalho no município de Camocim, e insta as autoridades a levar os assassinos à justiça.

A violência contra a imprensa no Brasil já havia atingido níveis inaceitáveis. Agora estamos atordoados com o assassinato de Gleydson Carvalho no meio de seu programa de rádio ", disse Sara Rafsky, pesquisadora associada do CPJ para as Américas. "As autoridades devem tomar medidas para combater a crise de liberdade de imprensa que está violando o direito de todos os brasileiros de ser informado, para não mencionar que ceifa vidas dos jornalistas.
O CPJ tem documentado um aumento acentuado na violência letal contra a imprensa no Brasil nos últimos anos. Três outros jornalistas foram mortos este ano em retaliação direta por seu trabalho, incluindo dois que foram mortos e torturados em um período de uma semana em maio. Nenhum dos casos foi resolvido. Pelo menos 16 jornalistas foram mortos em represália direta por seu trabalho desde 2011, segundo a pesquisa do CPJ.

Comitê para a Proteção dos Jornalistas
Nova York, 07 de agosto de 2015

Nota do editor da Aldeia: Em Imperatriz-MA, o assassinato do repórter-fotográfico Carvalho e em Minas Gerais, do blogueiro Evan também esperam esclarecimentos das autoridades.

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