Com os filhos, empresas tem novas tendências

Foi a partir de uma ideia e muita coragem para colocá- la em prática, que o casal Benedito Feitosa e Lucy Feitosa abriu sua primeira loja de confecção voltada ao mercado atacado em Teresina. De lá para cá, 15 anos de histórias se passaram e, neles, a mudança da visão de mercado e atuação do empreendimento também. Com a entrada dos filhos no negócio, a empresa passou a investir em um novo ramo.

O proprietário Benedito Feitosa recorda como se deu o início do empreendimento e as dificuldades que tiveram que superar para que a pequena fábrica de confecção pudesse alcançar os mercados do Piauí, Maranhão e Ceará. “Começamos praticamente do zero. Eu saí de um grupo que trabalhei por um longo tempo e então começamos com uma loja no Centro de Teresina, que vendia multimarcas. Mas como o comércio entrou em decadência, surgiu a ideia de montar o negócio na área da indústria de confecções. A gente começou com poucas máquinas, poucos funcionários. Minha esposa tomava de conta da fábrica e eu saia como representante pelo Piauí e Maranhão. Foi um começo muito árduo”, recorda.
Benedito Feitosa
Benedito Feitosa (à frente) deu os primeiros passos. Foto: Assis Fernandes, O DIA
A expansão do negócio aconteceu de forma paulatina, mas efetiva. Em alguns anos, o casal passou a abrir mais lojas do empreendimento na Capital e em outras cidades dentro e fora do Estado. Focados apenas no ramo atacado, o empreendimento se expandiu, mas chegou a um ponto de estagnação. A partir daí, a visão dos filhos dentro do negócio fez toda a diferença.

“A empresa chegou a esse patamar, de ter várias lojas, em diferentes Estados, mas, com as mudanças do mercado, a gente sentiu a necessidade de readequar nosso produto e mudar nosso público. Foi o momento que os filhos entraram no negócio e tiveram a visão de reposicionar nossa marca e atender ao consumidor final, porque até então só atendíamos revendedores. Então, surgiu essa nova marca, com o propósito de vender moda atual a um preço justo para o consumidor final. O mercado atacado estava se tornando difícil, já que a inadimplência nesse meio é muito alta e tínhamos lucratividade menor”, explica um dos três filhos do casal e diretor financeiro do empreendimento, Laércio Feitosa.

Atualmente, o grupo da marca de atacado e varejo emprega 250 funcionários diretos e 80 funcionários indiretos, e tem focado na ideia de ofertar moda atualizada a um preço justo. Há quatro anos, desde a implementação das primeiras mudanças, cada um dos três filhos se responsabiliza por uma frente dentro no negócio, que já conta com três lojas na cidade.

Para Lázaro Feitosa, o responsável por dar o direcionamento de moda dentro da marca, o diferencial do produto que a família apresenta é claro. “Oferecemos produtos de qualidade, com referências de grandes marcas europeias e trazendo para o mercado local, sempre batendo na gestão do preço justo”, afirma. Para se antecipar nas tendências da moda, os filhos viajam e buscam referência no mercado de outros países.

Mesmo com o atual patamar, a perspectiva do negócio familiar é de crescimento. A visão empreendedora que os donos do negócio tiveram a princípio, diariamente ganha novos traços com a atuação dos filhos no trabalho da marca. Quando o assunto é expansão, os objetivos do grupo são claros.

“Com a nossa entrada, passamos a fazer e cumprir metas. Temos nos preocupado em padronizar nossas lojas para poder realizar o franqueamento da marca mais para frente. Já estamos prestes a ter loja online e muitas outras ideias pela frente. Costumo dizer que começamos a fazer essas mudanças há quatro anos e mudamos de visão na hora certa”, finaliza Laércio.

Glenda Uchôa, Jornal O DIA

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