Janot vence com folga disputa pela PGR

Lista Tríplice para PGR: confira o resultado da votação

Os subprocuradores-gerais da República Rodrigo Janot (799 votos), Mario Bonsaglia (462) e Raquel Dogde (402 votos) foram escolhidos para compor a Lista Tríplice ao cargo de procurador-geral da República. O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos (217 votos) também concorreu. A votação promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) começou às 10h e foi encerrada às 18h30 desta quarta-feira, 5.
Janot
Janot obteve quase o dobro de votos do segundo colcoado
Os três nomes serão entregues à presidente da República, Dilma Rousseff, a quem compete escolher o nome para o cargo e encaminhar a indicação para o Senado Federal.

Para o presidente da entidade, José Robalinho Cavalcanti, a Lista Tríplice para PGR é um avanço institucional para a sociedade brasileira e apresenta nomes legitimados pelo reconhecimento da carreira. "Nessas eleições, batemos o recorde histórico em número de votantes: 79% do total de 1.244 associados participaram do pleito", destacou.

De acordo com a Comissão Eleitoral da ANPR - composta pelos subprocuradores-gerais da República Oswaldo José Barbosa Silva e Paulo Gustavo Gonet Branco -, participaram 983 membros do MPF, ativos e inativos, associados à ANPR e foram registrados três votos nulos e 1.066 votos brancos.

Confira o currículo dos candidatos à formação da Lista Tríplice:

  1. Rodrigo Janot Monteiro de Barros: É o atual procurador-geral da República e tenta a recondução. Ele ingressou no MPF em 1984, atuou como secretário-geral do MPU e foi presidente da ANPR no biênio 1995/1997. Janot graduou-se em Direito pela UFMG e especializou-se na área de Meio Ambiente e Consumidor na Scuola Superiore di Studi Universitari, em Pisa, na Itália.
  2. Mario Luiz Bonsaglia: Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo, Bonsaglia foi conselheiro do CNMP por dois biênios (2009/2011 e 2011/2013). Atualmente integra o Conselho Superior do MPF (2014/2016). É coordenador da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Atuou como procurador regional Eleitoral em São Paulo de 2004 a 2008.
  3. Raquel Elias Ferreira Dodge: Especialista na área criminal, a subprocuradora-geral da República ingressou no MPF em 1987. Mestre em Direito pela Universidade de Harvard, é membro titular da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Entre os casos emblemáticos, destaca-se a atuação de Raquel na investigação da Operação Caixa de Pandora.
  4. Carlos Frederico Santos: Presidente da ANPR entre 1999 e 2003, foi quem institucionalizou a prática da Lista Tríplice para PGR. Ocupou o cargo de secretário-geral do MPU e é membro titular da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Amazonense, sua atuação passa pela defesa dos direitos dos povos indígenas e de minorias. Santos é membro do MPF desde 1991.
ANPR

Entenda a matemática da PGR:

Nota do editor da Aldeia: O leitor pode estranhar o elevado número de votos em branco, 1066, maior do que o número de eleitores, 983. O duque de Itapapoco, o Lorde que calculava explica, a César o que é de César:
  1. Cada procurador teve direito a três votos, no máximo. Podia votar em somente um, somente dois ou em até três. Podia também entregar a cédula em branco. Então, 983 votantes, multiplicando por 3 votos representam um total de 2.949 sufrágios.
  2. Os votos nominais, nos quatro candidatos, somaram 1880. Os brancos, 1066. Se um procurador votou somente em 1 candidato, o sistema conta um voto nominal para o candidato e dois em branco.
  3. Logo, 1880+1066=2.946. Faltam 3, para o total de 2.949, mas é exatamente o total de votos nulos! E a conta fecha.
  4. O Duque de Itapapoco disse a João Estrada Branco que esse voto nulo foi algum eleitor engraçado que votou nos quatro candidatos!

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